Conferência de imprensa: Conclusões da sessão de Londres do Tribunal Russell sobre a Palestina

23-11-2010 14:56

 

 

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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010

 

 


O Tribunal Russell sobre a Palestina, anunciou esta manhã o seu veredicto após as deliberações do fim-de-semana. O júri declarou que tinha sido confrontado com "provas irrefutáveis de cumplicidade corporativa nas violações do direito internacional por parte de Israel".
 
O Jurado Michael Mansfield QC, que presidiu esta manhã à conferência de imprensa, anunciou o apelo do júri à mobilização da sociedade civil para acabar com o envolvimento das empresas nas violações israelitas dos direitos humanos.
 
Tanto Israel como as empresas cúmplices violam claramente os direitos humanos internacionais e o direito humanitário, disse ele. Isto refere-se "ao fornecimento de armas, à construção e manutenção ilegal do Muro de separação" e ao fornecimento de serviços destinados aos colonatos ilegais de Israel na Cisjordânia.
 
Na sua declaração pública, o Tribunal Russell identificou sete exemplos de empresas cúmplices nas violações perpetradas por Israel incluindo a firma Britânica-Dinamarquesa de segurança G4S, que fornece equipamentos para postos de controlo israelitas na Cisjordânia.
 
 
A declaração pública integral está disponível na página do Tribunal Russell: www.russelltribunalonpalestine.com http://www.russelltribunalonpalestine.com/

 
Israel está em "flagrante violação" do direito internacional e está do lado errado da opinião pública mundial, e da moralidade, disse Mansfield.
 
O Jurado Ronnie Kasrils, um veterano da luta de libertação da África do Sul afirmou que ninguém "pode subestimar a importância" da acção da sociedade civil no boicote, desinvestimento e sanções (BDS).
 
O júri concluiu que há alicerces legais positivos para aqueles que adoptarem medidas de boicote, de desinvestimento e de sanções contra Israel. "Todos os que desejarem protestar activamente contra isto, têm direito a fazê-lo", disse Mansfield. Os que forem processados por danos criminosos têm uma defesa: a necessidade.
 
A conferência de imprensa foi informada de uma destas acções que decorreu em Covent Garden, esta manhã, com activistas a fecharem a loja de Ahava, uma empresa israelita sedeada num colonato na Cisjordânia.
 
As declarações das empresas que optaram por responder às perguntas do Tribunal, serão anexadas ao relatório final da sessão de Londres. Este relatório completo estará disponível no início de Dezembro.
 
Irá identificar os instrumentos jurídicos específicos, no caso das muitas empresas envolvidas em violações israelitas dos direitos humanos.
 
PARA MAIS INFORMAÇÃO:
RToPmedia@gmail.com <http://us.mc462.mail.yahoo.com/mc/compose?to=RToPmedia@gmail.com>
 
 
www.russelltribunalonpalestine.com <http://www.russelltribunalonpalestine.com/>